
nada mais me parece tão perfeito quanto nos desenhos animados e nas histórias de fadas e príncipes. se bem que eu nunca fui tão sonhadora como a maioria das garotas que sempre sonhou com um príncipe encantado montado num cavalo branco que, um dia, te daria um beijo e viveriam felizes até o fim... sempre ouvi dizerem que ninguém manda no coração, mas ontem ouvi afirmarem o contrário e fiquei com essa intriga nos meus pensamentos: afinal, comandamos nossos verdadeiros sentimentos? o fato é que devemos nos permitir. permitir conhecer novas pessoas, entrar de cabeça em um amor de verão, comer uma barra de chocolate por saudade de alguém ou por não ter alguém pra dar um beijo e andar de mãos dadas em público. se permitir comprar uma roupa cara ou um sapato com salto agulha e sair arrasando em plena segunda-feira, beijar um desconhecido numa festa e no outro dia não saber nem o nome dele, se permitir dormir um dia inteiro e esperar que o mundo exploda ao seu redor... se permitir voltar a infância e sorrir ingenuamente pra todos que passarem pela rua, sem medo nem pudor, sem maldade nem medo e, depois disso, sentar na frente da televisão e assistir todos os desenhos que passarem, dando risada até a barriga doer. mas a maior permissão que se deve ser concedida é a de amar. amar a cada ser que passar na sua vida, seja ele quem for e como for. saber reconhecer o que cada pessoa tem a oferecer de melhor e não ficar no julgamento que ninguém é tão bom que nunca possa te ensinar algo. ultimamente eu venho aprendendo a me amar mais para, então, amar a todos, claro que cada um com uma intensidade, uma maneira, mas todos da forma mais perfeita e mais inocente que puder. me precipito muitas vezes e chego a assustar, mas não por mal, mas por me apegar a cada sorriso e a cada momento que me proporcionam. eu sei, isso pode ser um defeito, ou não, depende do ponto de vista e do ângulo que se observa. eu tô me permitindo viver e, espero, que você também. ;)
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